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As Quedas de Calandula

 

Na descrição que ele faz do Kuanza do seu tempo, em determinada altura integra o Lucala. Não esquecer que no tempo de então, se o Kuanza era a via de penetração para o interior do Reino de Angola, a zona do Dondo/Cambambe era o seu limite. Arrisco-me a dizer que este limite foi imposto pela sua fúria, mesmo o alívio, por antever o doce remanso que se avizinhava com a planície de entre Dondo e a Foz. Não obstante ainda ter que enfrentar zonas de margem conformadas por rochas, locais estratégicos para a implantação de povoações e de locais de culto africano. Sempre que se libertava dessa tenaz, como que uma reprimenda a chamá-lo à razão, o Kuanza espraiava-se criando imensas lagoas. Aprendi com Cadornega e confirmei no Google Earth. Como desconhecíamos Angola !!!

Mas voltando ao Lucala, Cadornega também esboça ecos das quedas de Kalandula: " E em tempo de verão vão alimentando suas filhas com agoas, pella mesma via des eteiros, a seu progenitor, em quanto lhe não torna o seu crescimento; e, para acabarmos com o que sabemos deste caudalozo rio Lucala e ultima grandeza, diremos em como em o sova Cuija Andala, da lotação da fortaleza e capitania de Ambaca, vassallo de Sua Alteza, por cujas terras e senhorio passa, se despenha de tão alto, tão arrebatado e furiozo a nebrina que como chuveiro, o esparze - mui distante, em que se cultiva até onde se abrange, e depois de fazer este despenho, se encobre por humas concavidades, como envergonhado de haver feito aquele excesso, tornando a shir dali mui distante "